terça-feira, 22 de abril de 2008

23 de abril - Dia Mundial do Livro

O livro constitui um meio fundamental para conhecer os valores, os saberes, o senso estético e a imaginação humana. Como vetores de criação, informação e educação, permitem que cada cultura possa imprimir seus traços essenciais e, ao mesmo tempo, ler a identidade de outras. Janela para a diversidade cultural e ponte entre as civilizações, além do tempo e do espaço, o livro é ao mesmo tempo fonte de diálogo, instrumento de intercâmbio e semente do desenvolvimento.
Por todos esses motivos, a UNESCO celebra a cada dia 23 de abril o Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor, do qual, anualmente, participam uma centena de países e vários milhões de pessoas. O Dia, dedicado a promover o universo da leitura e da escrita e o do direito de autor, intimamente relacionado com ambas, busca valorizar as múltiplas dimensões do livro: criativa, industrial, normativa, política, nacional e internacional.
A escolha da data não foi a toa: foi nesse dia que morreram, em 1616, Miguel de Cervantes, William Shakespeare e Inca Garcilaso de la Vega. Nessa mesma data nasceram autores como Maurice Druon, K.Laxness, Vladimir Nabokov, Josep Pla e Manuel Mejía Vallejo. A celebração mais tradicional se dá na Espanha, onde homens e mulheres trocam nas ruas flores e livros, repetindo a lenda de São Jorge e a Princesa Marguerita.
Praticamente todo o mundo celebra a data. Neste ano, no Chile, haverá uma festa de 8 dias, com milhões de livros expostos ao ar livre. Na Colômbia tem início a 21ª Feira Internacional do Livro de Bogotá, um dos mais importantes eventos literários da América Latina. No ano passado, o evento recebeu mais de 370.000 visitantes. No dia 23, Bogotá passa o título de Capital Mundial do Livro à cidade de Amsterdã (Holanda). Outros países contam com iniciativas para comemorar a data em 2008.
Aqui no Brasil, várias cidades também celebrarão a data. Porto Alegre fará a Noite do Livro, em 22/04; a Biblioteca de Manaus doará livros; a Rádio Educativa FM, de Ribeirão Preto, vai celebrar a data lendo poemas e artigos que falam sobre o Dia Mundial do Livro e sua origem; no Centro Cultural Banco do Nordeste, em Fortaleza, haverá contação de histórias.
A Associação Nacional de Livrarias (ANL) defende a criação da Lei do Preço Único do livro no Brasil. Ela estabelece um patamar para os descontos concedidos na comercialização entre editoras e livrarias. Para Vítor Tavares, presidente da ANL, desta forma, pequenas e grandes livrarias poderiam concorrer de forma mais leal, pois os preços ficariam mais competitivos. Segundo ele, hoje, as maiores livrarias conseguem vender obras mais baratas por ganhar mais descontos devido ao grande volume que podem comprar das editoras. Com o preço único, o mercado livreiro ficaria aquecido e, assim, haveria mais estímulo à abertura de novas livrarias, o que facilitaria o acesso da população aos livros. “A partir da hora em que protegermos o 'canal livraria', especialmente as pequenas e independentes, vamos fazer com que o empresário se sinta motivado a abrir novas livrarias por várias cidades do Brasil”, acredita. O número, de acordo com ele, poderia saltar das 2,6 mil unidades existentes hoje para quase 5 mil.
Essa proposta ainda não é um projeto de lei. A ANL espera formatar um anteprojeto e apresentá-lo em agosto, quando ocorre, em São Paulo, a 20ª Bienal Internacional do Livro.

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